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2016 todos conectados, só não sei com quem.

Sexta feira, uma hora da tarde de um dia ensolarado estava eu voltando do almoço, quando uma cena corriqueira quase passou despercebida por mim.

Uma moça falando ao celular em alto e bom tom estava em uma calorosa conversa ao meu lado. O tom da conversa e a empolgação da moça me chamou atenção.  Foi então que quando olhei melhor, me dei conta que quem estava ao telefone era a moradora de rua ,que ocupa a esquina da loja.

Aquela conversa começou a me interessar, afinal com quem ela estaria falando? um parente distante? um namorado? uma amiga? e essa pessoa seria também menos privilegiada que eu? estaria também falando e morando na rua?  Minha cabeça estava a mil, não me aguentava de curiosidade e conforme a conversa se desenrolava meus passos ficavam cada vez mais lentos,já estava quase parando ao lado da moça de tão curiosa que sou.

O papo parecia bom, ela até mencionou que viu a foto do Cleber na internet. Hum ….mais uma pergunta, será que ela tinha internet no celular? como assim? morando na rua?

Continuei andando e logo  em seguida entrei na loja. Mas durante todo o dia fiquei pensando em como não conseguimos sequer reparar em quem está ao nosso redor, mesmo estando todos conectados.


Quem conhece minha história sabe da importância que as bolachas decoradas e as festas natalinas tem em minha vida. Minha carreira de doceira começou muito antes que eu imaginasse , lá na infância quando ajudava minha avó , minha mãe e suas amigas a fazer bolachas decoradas, doces deliciosos todos enfeitados para presentear nas festas de fim de ano. O tempo passou rápido, e nas mudanças da vida eu me formei em pedagogia, deixando as doces lembranças no passado até que no ano de 2000 resgatei todo aquela magia da cozinha e resolvi virar confeiteira.
Nova com 26 anos de idade abri minha primeira loja, localizada na Vila madalena.  Naquela época minha então sócia Nelise Ometto e eu criamos produtos e abrimos as portas da loja no dia 9 de novembro.Outra feliz coincidência, pois este é o dia do meu aniversário.
Foi nesta época que tive o prazer de conhecer e receber o então fotografo da revista  da abril  Mauro Holanda e a querida produtora Tereza Galante. Olhando aquela foto que encontrei na internet por acaso, parece que fiz uma viagem ao tempo. Lembro-me como se fosse  hoje a ansiedade ao esperar os tais jornalistas na parte da manhã de uma quinta feira. Eu ainda uma principiante no mercado, e com uma agilidade  de produzir as bolachas que hoje classifico como passo de tartaruga em relação a minha produtividade de hoje em dia, havia passado horas e horas trabalhando com o melhor empenho para produzir as mais lindas bolachas decoradas para a tal matéria. E foi exatamente neste dia que a vida mais uma vez traçou meu destino sem que eu pudesse imaginar, pois ali estava conhecendo o meu futuro marido.  Isso só vim a descobri 14 anos depois porque naquela época meu foco era a loja, a confeitaria, seu aprendizado e as novas descobertas… Mauro também só veio a descobrir que aquele dia a vida havia lhe dado um presente 14 anos depois….bolachas-decoradas-fernanda-riibeiro

Bolo de Borboletas


Fizemos hoje um pedido muito especial , o tema da festa era Borboletas, fizemos os doces, as Bolachas e o Bolo também decorados no tema. Bolo Borboleta 11-1

Sábado tem:


Com o calor chegando fizemos deliciosos chá’s gelados , cappuccinos e outros refrescos aqui na loja, amnhã tem Bolo de Café, Bolo colorido e muito mais , além das Oficinas de Bolachas para criançada. Esperamos por vocês. Drink Café 05


O mês de Outubro é conhecido pelas comemorações do dia das Crianças, ou como o mês das crianças.

E como não poderíamos deixar passar em branco, somente nos dias 18 e 25 de Outubro vamos fazer oficinas de Bolachas Decoradas para a criançada aqui  na loja.

O Horário é das 14 as 15h com reservas pelo telefone 38153757.

Cada criança receberá um kit com 4 unidades de bolachas de sabor de baunilha e glacês e confeitos para decorar sua produção.

O investimento é de r$25,00 e as vagas são limitadas.

Fernanda Ribeiro Workshop de Bolachas (7) Fernanda Ribeiro Workshop de Bolachas (23)


Carta ao Meu Avô, o senhor dos cabelos de Algodão Doce.

Desde que eu nasci aquele senhor de cabeça de algodão doce me olhava com carinho. Quieto, muito contido quando falava era para ser escutado porque mesmo com suas poucas palavras não errava nos julgamento, nas críticas ou nas sugestões.

O tempo foi passando e conforme eu crescia mais e mais próximos ficávamos mesmo estando tantas vezes em silêncio um ao lado do outro.

Me lembro dele me levando na Praça San Martin em frente ao prédio , brincar comigo sempre me seguindo enquanto eu andava de triciclo, das voltas para casa quando ele me contava a história de São Jorge e o dragão, me levantar no colo para mostrar a imagem do Cusco pendurado na entrada de casa.

Quantos estudos fiz sentada ao seu lado enquanto ele ficava lá fazendo suas palavras cruzadas, lendo as charges dos jornais ou batendo uma bolinha de golfe.

Ah, aqueles tapetinhos verdes e o barulhinho das bolas batendo no armário de madeira. Sons inesquecíveis para mim. Hoje soam quase como uma sinfonia. Como eu queria poder escutar isso novamente.

Já com as malas prontas para uma das maiores experiência que tive ao ir para Itália, ele me disse: -” Vai pela sombra minha filha e sorriu contido. Foi o melhor conselho que eu já tive na vida, nunca vou me esquecer desta frase dita com tanto carinho e que fez todo sentido para mim.

Bom de garfo não negava uma boquinha, e se fosse doce então ….

Cresci e o senhor dos cabelos de algodão doce se tornou minha melhor cobaia para minhas experiências na cozinha.

Sempre por perto provou de tudo. Lulas à moda Thai , Sopa de Cebola, Mousses, Grissinis, Pães e milhares de receitas de Bolachas.

Foi então que quando me firmei nas receitas de bolachas, durante minhas madrugadas a dentro, entre um café e outro, antes de se deitar, ele se sentou a mesa da copa enquanto eu decorava as bolachas e pediu para tentar fazer também, e juntos ficamos ali por alguns minutos, eu toda orgulhosa do meu novo cumplice.

Ele até levava jeito, olhou para mim sorriu e disse : -“puxa é muito trabalhoso” em seguida comeu a bolacha que decorou e foi dormir.

O tempo passou e cada vez mais você ficou silencioso, mas sempre sorrindo quando eu chegava em sua casa. Meio surdo já não escutava minha voz quando eu o telefonava, e ficava aquela conversa maluca ele de um lado da linha falando alô , Alô , Alô com sua voz rouca e eu me esgoelando do outro lado Vô, sou eu ,tudo bem? ….. e a linha caia, mas para minha felicidade a Nonna comprou um aparelho de ouvido para você e nossas poucas conversas voltaram como antigamente.

Tenho certeza que está tudo bem por ai, fico feliz que você esteja bem e que sua passagem tenha sido rápida depois de uma vida tão longa. Sentirei muita saudades e sempre que isso acontecer vou me lembrar da sua risada curta, do seu olhar e sua paciência. Te amo, muito obrigada por ter sido tão presente na minha vida e deixar tantas coisa boas para mim. Com amor Fernanda.

S.P. 02/10/14

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Rock and Roll


Essas bolachas fiz pensando em meu pai, que é um artista bem roqueiro. Dia do Rock 01